Quanto custa instalar energia solar? O que realmente define o preço
É a primeira pergunta de praticamente todo mundo. E a resposta honesta incomoda um pouco: não existe preço de tabela — existem fatores que fazem o mesmo consumo custar valores diferentes em duas casas vizinhas.
Vale entender quais são. Não para virar especialista, mas para conseguir olhar dois orçamentos e saber por que um é mais caro.
1. O tamanho do sistema
É o principal fator, e depende do seu consumo. Um sistema é dimensionado para atender uma quantidade de energia — quanto mais você consome, mais potência precisa, mais módulos entram.
Por isso a primeira coisa que qualquer proposta séria pede é a sua conta de luz. Se alguém der preço sem olhar seu consumo, está chutando.
Você pode ter uma ideia do porte com o nosso pré-dimensionamento, que estima a potência a partir do que você paga hoje.
2. A qualidade dos equipamentos
Aqui a diferença é grande, e é onde a maioria dos orçamentos baratos economiza.
- Módulos: a tecnologia da célula muda eficiência e degradação ao longo de 25 anos. E garantia de 30 anos só vale se o fabricante existir daqui a 30 anos.
- Inversor: é o componente que mais trabalha e o primeiro a ser substituído. Garantia varia de 5 a 15 anos conforme o modelo.
- Estrutura de fixação: o que segura os módulos no telhado por décadas, sob sol, chuva e vento. Em região litorânea, o material precisa aguentar maresia.
- Proteções elétricas: é comum sumirem do orçamento barato. Um dispositivo de proteção contra surto custa uma fração do inversor que ele protege.
3. O telhado
Dois sistemas de mesma potência podem ter custos bem diferentes de instalação:
- Tipo de telha — fibrocimento, cerâmica, metálico e laje pedem estruturas diferentes, com esforço e custo diferentes.
- Altura e acesso — sobrado exige mais estrutura de segurança que uma casa térrea.
- Orientação e inclinação — telhado voltado ao sul rende menos, e às vezes exige mais módulos para atingir a mesma geração.
- Sombreamento — se houver sombra inevitável, pode ser necessário controle por módulo, que encarece.
4. O padrão de entrada
Esse é o item que mais causa surpresa depois da proposta. Se o padrão de entrada da concessionária não comporta o sistema, ele precisa ser adequado — e isso é obra à parte, com custo próprio.
Uma proposta que não avaliou o padrão pode virar um custo extra descoberto na hora da instalação. É um dos motivos pelos quais fazemos visita técnica antes de fechar valor.
5. O que está incluído no serviço
Duas propostas com o mesmo equipamento podem diferir bastante aqui:
- Projeto elétrico e ART do responsável técnico
- Homologação junto à concessionária, com o acompanhamento do processo
- Adequação à NBR 17193, que exige desligamento rápido, proteção contra arco e afastamentos no telhado
- Garantia de instalação, além da garantia de fábrica dos equipamentos
A norma, em especial, explica boa parte da diferença entre um orçamento e outro: cumprir custa mais caro.
Por que não publicamos uma tabela de preços
Porque ela seria mentira. O valor depende dos cinco fatores acima, e qualquer número genérico ou está alto demais para um caso simples, ou baixo demais para um caso que exige adequação de padrão.
O que fazemos é diferente: analisamos seu consumo, visitamos o local e apresentamos uma proposta com o valor real do seu projeto — incluindo as opções de financiamento, que é como a maior parte dos sistemas é adquirida.
Como comparar propostas
Se você já tem orçamentos na mão, três perguntas revelam bastante:
- Qual a potência em kWp e quantos módulos? Sem isso, não dá para comparar preço.
- Estão incluídos projeto, ART e homologação?
- A instalação atende à NBR 17193?
Essa parte é longa o bastante para ter texto próprio. Escrevemos três, na ordem em que costumam ser úteis:
- Como comparar dois orçamentos — o método para colocar duas propostas lado a lado.
- Por que o mais barato pode sair mais caro — onde o corte de preço costuma acontecer.
- 10 perguntas antes de contratar — o que perguntar sobre a empresa, não sobre o sistema.
Fale com a gente se quiser ajuda para ler o que está escrito nas propostas que recebeu — mesmo que nenhuma delas seja nossa.
