Expor-Solar — Energia Solar

Como saber se sua usina solar está gerando o que deveria

Depois de instalado, o sistema vira um número no aplicativo. Mas esse número sozinho não diz muita coisa — 600 kWh num mês é bom ou ruim? Depende do tamanho do sistema, do mês e do clima.

Existe uma forma simples de responder isso.

O indicador que resolve: kWh por kWp

Em vez de olhar a geração total, divida pela potência instalada:

kWh gerados no mês ÷ potência do sistema em kWp

O resultado é quanto cada kWp produziu. Esse número pode ser comparado com o mês anterior, com o mesmo mês do ano passado e até com outros sistemas de tamanhos diferentes.

Um sistema de 5 kWp que gerou 600 kWh entregou 120 kWh/kWp. Um de 10 kWp que gerou 1.100 entregou 110. O segundo gerou quase o dobro em números absolutos, mas rendeu menos por kWp instalado.

Em Santa Catarina, a faixa saudável costuma ficar entre 100 e 120 kWh/kWp por mês na média do ano — bem acima disso no verão, bem abaixo no inverno.

O que comparar (e o que não comparar)

Compare com o mesmo mês do ano anterior. É a única comparação que isola o efeito da estação. Julho contra julho responde; julho contra janeiro só mostra que existe inverno.

Não compare com o vizinho. Orientação, inclinação, sombreamento e potência dos módulos são diferentes — dois sistemas na mesma rua podem render diferente sem que nenhum tenha problema.

Considere o clima do período. Um mês com duas semanas de chuva vai render menos, e isso é normal. Se possível, compare também com o histórico de chuvas.

Escrevemos em detalhe sobre a variação ao longo do ano no post energia solar no inverno.

O que olhar no monitoramento

Tela de monitoramento mostrando a curva de geração de um dia, subindo pela manhã, com pico ao meio-dia e caindo ao entardecer
A curva de um dia limpo no monitoramento: sobe de manhã, atinge o pico perto do meio-dia e cai ao entardecer. Recortes e quedas bruscas no meio dessa curva é que indicam problema.

Além do total, dois padrões dizem muito:

A curva do dia. Num dia limpo, ela deve subir de manhã, atingir o máximo por volta do meio-dia e cair à tarde, formando um arco suave. Recortes bruscos no meio do arco costumam indicar sombreamento — de uma árvore que cresceu, de uma antena nova, de uma construção vizinha.

A comparação entre strings. Se o sistema tem mais de uma string e uma delas rende consistentemente abaixo das outras, há algo naquele trecho: sujeira concentrada, conector com mau contato ou módulo com defeito. Em sistemas com controle por módulo, dá para ver painel a painel.

Sinais de que algo está errado

  • Queda repentina de um dia para o outro, sem mudança de clima.
  • Geração zerada em dia de sol — normalmente inversor desligado ou em falha.
  • Alarme no inversor, mesmo que a geração continue.
  • Uma string abaixo das demais, de forma consistente.
  • Queda progressiva ao longo de semanas, sem relação com a estação — costuma ser sujeira acumulada.
  • Conta de luz subindo sem que o consumo tenha mudado.

Esse último é o mais fácil de perceber e o mais ignorado: o sistema pode estar parado há semanas sem ninguém notar, porque ninguém abre o aplicativo.

Com que frequência acompanhar

Uma olhada por mês resolve para a maioria dos casos — de preferência ao receber a conta de luz, que é quando você tem os dois números na mão.

O risco de não acompanhar é simples: uma falha que passa despercebida por seis meses é meio ano de geração perdida, e isso não volta.

É exatamente por isso que oferecemos planos de monitoramento: acompanhamos a performance e avisamos quando algo foge do padrão, em vez de esperar você perceber pela conta.

Se a geração do seu sistema está estranha e você quer uma avaliação, fale com a gente — mesmo que a instalação não tenha sido nossa.