Expor-Solar — Energia Solar

Energia solar na indústria: por que a conta do Grupo A muda o cálculo

Quem é atendido em alta tensão recebe uma fatura diferente da residencial e da do pequeno comércio. E essa diferença muda a conta do projeto solar de um jeito que costuma pegar as pessoas de surpresa.

O resumo é: a geração solar reduz uma parte da fatura, não a fatura inteira. Entender qual parte é o que separa uma expectativa realista de uma frustração.

A fatura tem duas parcelas

Consumidores atendidos em alta tensão estão no Grupo A, e a tarifa é binômia — cobra duas coisas separadas:

  • Demanda, em kW. É a potência que a unidade contrata e mantém disponível, paga todo mês independentemente de quanto se produziu.
  • Energia, em kWh. É o consumo efetivo.

A geração solar compensa a energia. A demanda contratada continua sendo cobrada exatamente igual.

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No Grupo A a fatura é binômia: paga-se pela demanda contratada, em kW, e pela energia consumida, em kWh. A geração solar compensa a energia — a demanda continua sendo cobrada igual. Por isso o primeiro passo é abrir a fatura e ver o peso de cada parcela, que muda muito de operação para operação.

Daí o primeiro passo de qualquer estudo industrial sério: abrir as faturas e ver o peso de cada parcela. Numa operação com muito maquinário e uso concentrado, a demanda pesa mais e o ganho do solar é proporcionalmente menor. Numa operação de uso contínuo e distribuído, a energia domina e o projeto fica mais atraente.

Não existe resposta genérica aqui. Existe a sua fatura.

Horário de ponta

O Grupo A também separa o dia em postos tarifários. O horário de ponta é uma faixa de três horas definida pela concessionária, no fim da tarde e começo da noite, em que a energia é mais cara.

E é justamente quando o sistema solar está parando de gerar.

Isso não inviabiliza nada, mas precisa entrar na conta: a energia gerada fora da ponta e injetada na rede não vale, na compensação, o mesmo que a energia consumida na ponta. Existe um fator de ajuste entre os postos. Um estudo que ignora isso superestima o resultado.

Fator de potência

Instalação industrial com muitos motores tende a ter fator de potência baixo, o que gera cobrança adicional na fatura. É um custo que existe independentemente do solar.

Vale saber de duas coisas:

  • Sistema solar não corrige fator de potência por si só. Quem faz isso é banco de capacitores ou equipamento específico.
  • A entrada do sistema muda a medição, porque parte do consumo deixa de vir da rede. Uma instalação que estava no limite pode passar a ser cobrada.

Ou seja: os dois assuntos se tocam e merecem ser avaliados juntos, não em projetos separados que não conversam.

Limite de potência

A geração distribuída — o modelo em que você gera e compensa na própria fatura — tem teto. Acima dele, o caminho é outro: geração centralizada, contratos de compra de energia ou mercado livre, que são decisões de natureza diferente.

Na prática industrial isso raramente limita, porque a área disponível costuma ser o gargalo antes da regra. Mas em projetos grandes é a primeira coisa a verificar.

Onde instalar

Duas opções, e a escolha costuma ser econômica antes de técnica:

Telhado do galpão. Aproveita área já existente e não ocupa terreno. Exige avaliação estrutural — galpões de vão largo e estruturas antigas nem sempre absorvem o peso e o esforço de vento sem reforço.

Usina em solo. Quando há terreno disponível, permite orientação e inclinação ideais, manutenção mais simples e projetos maiores. Em contrapartida exige obra civil, estrutura, cercamento e um terreno que poderia ter outro uso.

Várias unidades

Assim como no comércio, indústrias com mais de uma unidade sob o mesmo CNPJ e na mesma área de concessão podem gerar em um endereço e compensar em outro. Isso costuma resolver o caso da unidade com consumo alto e telhado ruim.

O que reunir antes do estudo

Para uma análise industrial que se sustente:

  1. Faturas de 12 meses, completas — a fatura do Grupo A traz demanda, energia por posto tarifário e eventuais cobranças de ultrapassagem e de fator de potência.
  2. Demanda contratada atual e se há histórico de ultrapassagem.
  3. Curva de carga, se a unidade tiver medição que forneça.
  4. Área disponível em telhado e em solo, com o estado da cobertura.
  5. Planos de expansão — máquina nova muda o consumo e pode mudar a demanda.

O item 5 é o mais esquecido e o que mais custa caro: dimensionar para o consumo de hoje sem saber que a operação vai crescer no ano que vem leva a um sistema que nasce pequeno.

O ponto honesto

Projeto industrial não é projeto residencial em escala maior. Ele depende da estrutura da fatura, do perfil de carga e do que a operação pretende ser daqui a alguns anos.

Por isso, aqui, um estudo de viabilidade não é formalidade comercial — é o que diferencia um investimento que se paga de um que decepciona.

Fale com a gente para avaliar a sua unidade.